Fobia aos foguetes e trovoada

Já há algum tempo que noto que o meu animal fica nervoso com alguns barulhos mais fortes… Será isto possível?

 

Sim. A sensibilidade ao som é um problema de comportamento bastante frequente em cães e também já foi reportado em gatos.

Os barulhos aos quais os animais são mais sensíveis são:

  • Fogo de artifício,

  • Trovões,

  • Tiros da caça,

  • Máquinas de obras.

     

No entanto, qualquer outro barulho súbito e forte pode provocar o mesmo comportamento.

Porque é que os animais manifestam esse comportamento?

 

A audição dos animais é muito apurada. Na vida selvagem, este sentido é usado para localizar perigos e assim, decidirem qual a melhor atitude a tomar.

No entanto, quando o animal é exposto a ruídos fortes e repentinos, não tem tempo para determinar a origem da sua proveniência e por isso podem manifestar comportamentos que traduzem essa ansiedade.

A causa exata para alguns animais manifestarem esse problema comportamental e outros não, ainda não foi estabelecida. Há teorias que dizem que a causa pode ser experiências traumáticas associadas ao barulho ou falta de habituação.


De que maneira se manifesta este comportamento indesejado?


Os cães podem:

  • tremer,

  • estar sempre a olhar à volta,

  • arfar,

  • ter atitudes destrutivas,

  • correr em círculos,

  • dar saltos

  • ladrar.

 

 


O que posso fazer para evitar que o meu animal manifeste esse comportamento?

Caso possua o animal desde cachorro, deve tentar fomentar o processo de não ter medo. Por este motivo, entre os 3 e 6 meses de idade deve promover o contacto com estes ruídos, para que o animal se habitue e os considere normais.

Deve evitar ser demasiado protetor quando os barulhos se manifestam. Se der muita atenção ao animal, ele pode começar a manifestar mais comportamentos indesejados, simplesmente para ter a sua atenção.


Acho que o meu animal tem mesmo esta fobia. O que posso fazer?

 

Se suspeita que o seu animal tem fobia a ruídos, deve antes de mais contactar o seu médico veterinário habitual. Ele irá fazer uma avaliação do problema e discutir as opções terapeuticas adequadas para o seu animal.

A terapeutica a instituir tem que ser ajustada a cada sensibilidade, frequência e intensidade dos comportamentos.

 

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