Guia de cuidados básicos do Cachorrinho e do Cão

1º Dia

Cachorrinho

Chegou mais um elemento à sua família.
Antes de mais, é necessário determinar na sua casa, qual o local onde o animal irá dormir, onde será colocada a água e a comida e ainda onde deve fazer as suas necessidades.
Todos os membros da família devem fazer um esforço de adaptação ao novo elemento. É fundamental que cada um disponibilize uns momentos do seu dia para conviver alegremente com o animal.

Para uma boa integração social é fundamental que os primeiros dias sejam repletos de mimos e brincadeiras. Nesta fase de adaptação devem evitar-se repreensões.

Alimentação

Na fase de crescimento é essencial habituar o seu animal a comer ração. Esta deve ser escolhida de acordo com a etapa da vida, características e necessidades do animal. Só este tipo de alimentação garante um pleno equilíbrio nutricional, uma maior higiene oral e um desenvolvimento saudável.
A alimentação deve ser fornecida 3 a 4 vezes por dia a um cachorrinho e 1 a 2 vezes por dia a um cão adulto. (Nota: O animal é considerado adulto após este atingir 1 ano de idade.)
Após a refeição, deve guardar o excesso de alimento que o animal deixa no prato. Deste modo evitamos estragos e permitimos uma maior regularização digestiva do animal.
A água deve estar sempre à disposição e deve ser mudada regularmente, para que o animal tenha sempre acesso a água fresca.
A alimentação nunca deve ser colocada perto do local onde o cachorro faz as suas necessidades.

Nunca deve alterar repentinamente o tipo de ração fornecida ao seu animal. Deverá escolher uma ração que o animal goste e manter essa alimentação durante toda a fase de crescimento. Por volta de 1 ano de idade, o animal deverá passar a comer ração para cão adulto. Nessa altura deverá fazer durante 5 dias a mistura de ambas as rações, para que o intestino do animal tenha tempo de se adaptar ao novo alimento. Esta regra é válida para qualquer mudança de ração. A partir dos 7 anos de idade, o animal deverá passar a comer ração especialmente desenvolvida para animais geriátricos (animais velhinhos) uma vez que este alimento possui características que visam evitar insuficiência renal e outros problemas frequentes em animais idosos.

Se o local onde pretende que o animal faça as suas necessidades é no espaço interior da sua casa, pode assinalar o local através da colocação de jornal. No entanto, deverá ter em atenção que este seja distante do local de alimentação e de descanso do animal. Caso seja no exterior, é aconselhável que leve o animal a esse mesmo local, 5 a 10 minutos após o término da refeição. O n.º de vezes que o animal vai à rua, deve ser adaptado às suas próprias necessidades. Por exemplo: cães da raça Dálmata devem ser levados à rua com mais frequência devido à sua tendência genética para desenvolver cálculos (“pedra na bexiga”). A acumulação de urina na bexiga durante muito tempo aumenta a possibilidade de desenvolver cálculos.

Higiene
Pode dar banho ao seu animal sempre que este necessitar. No entanto, a escolha do champô deve ser adequada à idade do animal. Deve usar-se champô seco para cachorros com idade inferior a 6 meses e champô fisiológico sem desparasitante externo para cães com idade superior a 6 meses. Poderá também optar por utilizar um champô de tratamento para corrigir algum problema de pele que o animal possa ter.
Durante o banho deve evitar que o champô entre em contacto com os olhos do animal e que a água entre para os seus ouvidos. No final, este deve ser enxaguado abundantemente com água e bem seco com um secador, principalmente enquanto este é cachorro ou em dias frios e ventosos.

Desparasitação Externa

Na natureza existem vários parasitas e insectos que estão permanentemente à procura de um alvo (um animal onde se possam alimentar e/ou instalar). No entanto, o animal que “acolhe” estes parasitas (como as carraças, pulgas e mosquitos) começa desde cedo a coçar-se, pode desenvolver problemas alérgicos ou até mesmo contrair graves doenças que o podem conduzir à morte.
Para evitar todos estes problemas e manter toda a vossa família protegida, deverá desparasitar o animal frequentemente. Para este efeito pode utilizar coleiras insecticidas, sprays ou pipetas. Tenha sempre o cuidado de verificar na embalagem que o produto em questão tenha efeito contra carraças, pulgas e mosquitos e qual o seu tempo de acção.
Atenção: Os produtos para dar banho que matam as pulgas e as carraças têm apenas efeito naquele momento. Não protegem eficazmente o seu animal.

Desparasitação Interna

Todos os cachorros nascem com parasitas intestinais (lombrigas) que lhe são transmitidas enquanto este está na barriga da mãe. Por este motivo, devem ser desparasitados pela primeira vez, quando têm 15 dias de idade. As desparasitações devem ser continuadas de 15 dias em 15 dias, até ao animal ter 3 meses de idade. Seguidamente, deve ser desparasitado mensalmente até este ter 6 meses. A partir desta altura, o animal deve ser desparasitado de 3 em 3 meses durante toda a sua vida. Caso possua mais que um animal, todos deverão ser desparasitados na mesma data.
A própria família deve seguir um calendário de desparasitação e tentá-lo fazer coincidir com o do animal.

Vacinação

Para proteger o animal das suas principais doenças víricas e bacterianas, deverá efectuar regularmente a sua vacinação.
Caso possua um cachorro, a sua primeira vacina deverá ser efectuada quando este possui 6 semanas de idade. Esta primeira vacina faz com que ele comece a criar as suas próprias defesas contra a Parvovirose (principal doença que afecta os cachorros). Seguidamente deverá tomar aos 2 meses de idade a 2ª vacina que o irá proteger de várias doenças tais como: a Esgana, Tosse do canil, Hepatite infecciosa, Leptospirose e continua a reforçar as suas defesas contra a Parvovirose. Deverá ser efectuado o reforço desta vacina 4 semanas após a 1ª administração e aos 4 meses de idade deverá concluir o programa vacinal com o último reforço, adicionado da vacina da Raiva. Só 15 dias depois da última vacina é que podemos afirmar que o animal está bem protegido.
Daí em diante, o animal apenas necessita de uma vacinação anual contra todas estas doenças.

Atenção: Até completar a primovacinação (programa vacinal inicial), o animal não deve passear em locais passíveis de ser frequentados por animais não vacinados, não deve ter contacto com animais doentes e todas as pessoas que contactem com o animal, devem ter o cuidado de lavar muito bem as mãos e deveriam até mesmo trocar de roupa e calçado antes de brincar e fazer festas ao animal. Os vírus podem vir nas nossas mãos e roupa, por tal, até nós podemos ser uma fonte de contaminação para o nosso querido animal. Deve também evitar ao máximo submetê-lo a exercícios físicos muito violentos e a situações de stress muito acentuadas.

Os animais adultos, que nunca foram vacinados, necessitam apenas de duas vacinas para ficarem bem protegidos durante um ano. Estas vacinas devem ser dadas com o intervalo de 1 mês e irão fazer com que o animal crie defesas contra a Parvovirose, Hepatite vírica, Leptospirose, Esgana e Raiva.
Estes animais também deverão ser sempre revacinados anualmente.

Tem todo o interesse vacinar o animal contra a Piroplasmose (doença também conhecida como “Febre da Carraça”), devido ser uma doença transmitida pela carraça. Esta vacina deverá ser administrada após a conclusão do primeiro programa vacinal.
Para que o animal fique permanentemente protegido, deverá ser efectuado um reforço anual.

(No final do guia, encontra-se uma breve descrição de cada uma das doenças aqui mencionadas.)

Educação

Com o passar dos dias, o seu animal irá sentir-se cada vez mais em família. Instintivamente, ele irá tentar colocar-se no topo da escala hierárquica que desenvolve em relação à sua nova família. No entanto, o dono nunca deverá permitir que o animal seja dominante. É fundamental que o animal compreenda que tem que respeitar acima de tudo os donos.
Por isso mesmo, o animal deve ser repreendido sempre que faz uma asneira e sempre que demonstra atitudes de dominância tais como: ladrar em direcção ao dono, tentar morder com severidade o dono. O castigo deverá começar sempre por falar para o animal com um tom de voz mais ríspido e com palavras de ordem curtas: “NÃO”, “PÁRA”, “MAU”. Seguidamente deverá ser dado um toque do lombo para trás, com algum objecto que destinem para o castigar. Não deverá ser utilizada a mão, pois esta está associada a afecto e fornecimento da alimentação. Para concluir a fase de castigo deverá prendê-lo durante 5 a 10 minutos.
No entanto, nunca se deve esquecer de recompensar tudo o que o animal fizer bem. Para este efeito deverá afagá-lo, fornecer-lhe um biscoito de cão ou um ossinho para roer e dizer “MUITO BEM”, “LINDO”.

Identificação Electrónica

O microchip (identificação electrónica) pode ser colocado em qualquer animal, independentemente da raça e da idade. Este é introduzido através da pele e nessa mesma altura é preenchido um impresso (em quadruplicado) com as características do animal, identificação do proprietário e do veterinário. O proprietário fica com dois impressos (devendo apresentá-los na junta de freguesia, juntamente com o boletim de vacinas). Um 3º impresso é enviado para o SIRA (Sistema de Identificação e Recuperação Animal – 213 430 661) e um 4º fica na posse do médico veterinário.
Qualquer alteração da morada, n.º de telefone, mudança de dono, perda ou morte deve ser imediatamente comunicada ao SIRA.
Este é o modo mais eficaz de comprovar que o animal lhe pertence e o único meio de alguém entrar em contacto consigo caso o seu animal se perca.

Viagens

As necessidades do animal variam bastante com a duração da viagem, a temperatura ambiente e o local de destino. Antes de partir durante bastante tempo, assegure-se que não vai ser necessário deixar o animal preso no carro durante um dia de Verão. As elevadas temperaturas que se criam dentro do veículo, podem provocar um “golpe de calor” no seu animal. Este começará a arfar muito rapidamente e caso não seja socorrido atempadamente (lhe seja fornecida água, um local fresco ou um banho com água fria), este pode morrer. NUNCA deixe o seu animal fechado no carro em dias de sol intenso. Deixe sempre os vidros ligeiramente abertos para o animal ter acesso a ar fresco.
Caso se desloquem de carro, o animal deverá seguir preso com um cinto de segurança, numa transportadora ou na mala de um carro comercial.
Em caso de viagem para um país da comunidade europeia, deverá assegurar-se que o seu animal possui a vacinação da raiva actualizada. É também obrigatório possuir um passaporte e identificação electrónica (microchip), independentemente da sua idade. Caso o país de destino seja a Irlanda, Reino Unido, Suécia ou Malta é exigido ainda o título de anticorpos da Raiva (exame que deverá ser solicitado ao Veterinário que acompanha o seu animal).
Se pretender levar o seu animal para um país não pertencente a União Europeia deverá informar-se mais detalhadamente das condicionantes junto ao seu veterinário, uma vez que existem bastantes variações consoante o país de destino e condicionantes para o seu regresso.
Se optar deixar o seu animal num hotel canino, assegure-se que está vacinado contra a tosse do canil e no dia da partida, deixe com o seu animal uma peça de roupa seu, que tenha usado no dia anterior. É fundamental para o seu animal continuar a sentir a presença do dono.

Sinais de Alerta

À mínima suspeita de que o seu animal está a começar a ficar doente contacte o mais rápido possível os técnicos da área de saúde animal. Estes primeiros sinais podem incluir: apatia, falta de apetite, vómitos, diarreia, tosse, obstipação, corrimento ocular, nasal e vaginal, alteração da cor da urina e das fezes, aparecimento de lesões na pele, falta de pêlo, entre muitos outros.
A espera demasiada pode conduzir o animal a um estado de tal maneira grave que impossibilite a eficácia dos mais actuais métodos de tratamento.

Maturidade sexual

Os cães atingem a sua maturidade sexual entre os 6 e os 12 meses.
Nesta altura, as fêmeas apresentarão pela primeira vez um corrimento vaginal sanguinolento que deve durar cerca de 12 dias. Deve sempre assinalar na zona das “Notas” do seu boletim de vacinas, o 1º dia de corrimento vaginal. Entre o 9º e o 14º dia após o início do corrimento o animal irá aceitar o macho (nesta altura a cadela está com o cio). Regra geral, a fêmea apresenta dois cios por ano, com o intervalo de 6 meses entre eles.
O macho começará a apresentar comportamento sexual também após os 6 meses de idade. Estes serão mais evidentes quando eles sentem que existe alguma fêmea em cio nas redondezas. Terá tendência de marcar o território através de pequenas quantidades de urina dispersas em vários sítios e pode mesmo fugir atrás de uma fêmea.

Gestação

Caso a cadela seja coberta durante a altura em que apresenta o cio, será praticamente certo que irá ficar grávida.
A cadela pode ficar grávida logo no 1º cio. A gravidez durará cerca de 63 dias. Nos últimos dias de gravidez, a cadelinha poderá ter tendência a criar um ninho, local por ela escolhido onde irá ter os bebés. Poderá tentar isolar-se um pouco mais e após o parto, poderá mostrar desagrado caso algum ser humano tente tocar nos seus filhotes. A fase de gravidez e amamentação é particularmente desgastante para a cadela. Por isso, deverá ser vigiada e alimentada com uma boa comida de cachorro durante a amamentação (uma vez que este alimento é mais energético do que a ração de adulto).

Castração do Cão e Esterilização da Cadela

Com o evoluir das técnicas e o avanço dos estudos acerca da reprodução animal, verificou-se que caso não seja do interesse do proprietário fazer criação, as cadelas deverão ser esterilizadas e os cães devem ser castrados antes deles atingirem um ano de idade. A esterilização da cadela deverá ser feita entre os 6 e os 12 meses, antes mesmo de esta apresentar o primeiro cio (fase em que ocorre um ligeiro corrimento sanguinolento vaginal). A esterilização precoce evita o desenvolvimento de tumores mamários, infecções uterinas, quistos nos ovários, prolapsos vaginais entre muitas outras doenças. A castração evita o desenvolvimento de tumores da próstata, comportamentos agressivos de dominância e a tendência de fugir de casa na procura de uma companheira. Além disso, todos os animais que possuem diabetes, epilepsia e determinadas doenças de pele, deverão ser castrados/esterilizadas para diminuir a ocorrência de crises.
A esterilização não faz engordar o animal nem o faz perder a actividade física.
A sua alimentação não necessita de ser alterada e deve continuar a ser dada de acordo com as necessidades do seu animal.
NUNCA deve dar contraceptivos à sua cadela. Estes aumentam a probabilidade de desenvolver quistos nos ovários, infecções uterinas e tumores mamários.

Algumas Doenças dos Cachorros e Cães

  • Parvovirose

A Parvovirose é uma doença infecciosa e contagiosa causada por um vírus, o Parvovírus.
Esta doença afecta principalmente cachorros, filhos de cadelas não vacinadas contra esta doença ou cachorros que não iniciaram o seu programa vacinal às 6 semanas de idade. Podem passar cerca de 10 dias desde o contacto com o vírus e a apresentação dos primeiros sintomas. Inicialmente, o animal ficará mais apático, deixa de comer e começa a apresentar vómitos e diarreia muito líquida, com um cheiro muito intenso e uma coloração castanha/avermelhada (indicativa da presença de sangue).
Dependendo da gravidade da infecção, o animal poderá morrer de um dia para o outro, ou prolongar os seus sintomas durante alguns dias. Animais infectados não curam sozinhos.
Assim que se detecta esta doença, o animal tem de ser colocado a soro e ficar hospitalizado sob a acção de um tratamento bastante completo. Muitas vezes, só ao fim de cinco dias é que se observa o início da recuperação do animal.
Por tudo isto, é fundamental iniciar a protecção do animal contra esta doença por volta das 6 semanas de idade e evitar todo o tipo de contacto com locais onde o vírus possa existir (jardins, rua, animais doentes,…).
Ao mínimo sinal, deverá isolar o animal (coloca-lo separado de outros animais que possua) e desinfectar toda a área onde o animal passou com lixívia a 10%.
Esta doença não afecta o homem.

  • Esgana

O vírus da esgana afecta todos os canídeos. A transmissão é feita através de todas as secreções. Esta doença espalha-se muito rapidamente, especialmente em cachorros. Os animais infectados, tanto podem não apresentar sintomas, como desenvolver uma encefalite de tal maneira grave que os conduz imediatamente à morte. Os animais doentes podem apresentar apatia, tosse, falta de apetite, vómitos, diarreia, descoordenação motora, rigidez muscular e cegueira.
Devido à falta de medicamentos antivirais para esta doença, torna-se muito difícil recuperar um animal. Mas, mesmo quando o animal consiga sobreviver, pode ficar com sequelas para toda a sua vida.

  • Hepatite infecciosa

A hepatite infecciosa é causada pelo adenovirus 1 (CAV-1) que provoca uma crise hepática necrótica bastante aguda. Este vírus pode também provocar alterações hepáticas que vão conduzir a uma autodestruição do fígado. Deste modo, aos poucos todas as células do fígado morrem e o animal acaba por não conseguir sobreviver.

  • Leptospirose

A leptospirose é uma doença causada por uma bactéria e afecta tanto homens como animais domésticos e selvagens. O animal pode ficar infectado devido ao contacto directo com animais infectados, contacto com urina ou através de águas paradas contaminadas.
Animais gravemente infectados podem entrar rapidamente em choque e ter morte repentina. Infecções menos graves causam apatia, febre, perda de apetite e aumento da ingestão de água. Muitos dos animais infectados podem ficar durante anos sem apresentar sintomas e repentinamente demonstrar crises agudas de insuficiência renal ou hepática.
Os donos de animais doentes, nunca devem permitir que a sua pele entre em contacto com a urina do animal doente.

  • Tosse do canil

A tosse do canil pode ser provocada por vários vírus. Estes atacam o aparelho respiratório e em associação com bactérias oportunistas causam severas infecções respiratórias. A lixívia mata eficazmente estes vírus, no entanto, como ele anda no ar, nem sempre é fácil controlar a doença.
O animal doente apresenta tosse (que pode ser muito intensa), falta de apetite e febre.

  • Raiva

Na Europa, a maior parte dos animais e humanos são infectados devido ao contacto com raposas, cães ou gatos infectados.
Esta doença é transmitida através da inoculação de saliva (portadora de vírus) aquando a mordedura. Os primeiros sintomas podem demorar 15 a 60 dias a aparecer. No entanto, doze dias antes dos primeiros sintomas o animal já pode transmitir a doença.
É precisamente por causa disto que todos os animais que mordam uma pessoa deverão ficar isolados durante 15 dias. Se ao fim deste período o animal apresentar sintomas de raiva, as pessoas que contactaram com o animal começarão a ser imediatamente tratadas contra a Raiva.
O animal infectado com raiva irá apresentar transtornos nervosos, por vezes acompanhados por perturbações psíquicas (forma furiosa), motoras (forma paralítica: raiva muda) ou estados vegetativos. As perturbações psíquicas variam entre abatimento, constante agitação e perturbações de comportamento com desenvolvimento de agressividade. As perturbações motoras incluem paralisia da mandíbula inferior (que fica pendente), salivação excessiva, incapacidade de ladrar (raiva muda) ou paralisia dos membros (total, ou apenas dos posteriores). As perturbações vegetativas envolvem o estômago e o intestino.
Em qualquer uma das formas, a doença prolonga-se por 3 a 5 dias.
O prognóstico é fatal tanto no cão como no Homem.
Por uma questão de prevenção e controlo, é obrigatória a vacinação de todos os animais de companhia contra a raiva. (Decreto lei n.º 314/2003, Portaria n.º 81/2002 de 24 de Janeiro com a alteração que lhe foi introduzida pela Portaria n.º899/2003, de 28 de Agosto.)

  • Piroplasmose

Esta doença é provocada por um parasita que entra nos glóbulos vermelhos do sangue e os destrói. A doença é transmitida através da picada de uma carraça portadora do parasita e pode demorar 12 dias até o animal apresentar os primeiros sintomas. O animal fica com febre, muito apático e a sua urina apresenta uma cor avermelhada (semelhante a vinho do Porto). Sem tratamento, esta doença torna-se um ciclo vicioso onde cada vez mais glóbulos vermelhos são afectados. Pouco tempo depois, o animal fica num estado tão grave de anemia, que o conduz à morte. Esta doença é extremamente grave. Como prevenção, deverá fazer a vacinação e para além disso proteger correctamente o seu animal contra as carraças.

A Clínica Veterinária Animal Especial está ao seu dispor para esclarecer qualquer dúvida que possa surgir e prestar todos os cuidados ao seu animal.

Gratos pela sua preferência.

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