Raiva

Vacinação contra a raivaA raiva é provocada por um vírus e pode infectar quase todos os animais de sangue quente. Após entrar no organismo, o vírus invade o sistema nervoso, provocando encefalites graves e mortais. Durante o período de doença o animal elimina vírus na saliva, podendo contagiar outros animais através da mordedura. A fonte mais comum de infecção para o homem e para os cães são os animais selvagens. Os animais doentes podem eliminar o vírus da raiva na saliva, durante longos períodos de tempo antes de manifestarem sintomas de doença.

Transmissão:

O vírus da raiva transmite-se através da saliva em contacto com uma ferida causada por uma mordedura profunda. O vírus entra no sistema nervoso periférico e progride até ao sistema nervoso central. Seguidamente invade outras regiões do corpo, como por exemplo as glândulas salivares, para depois ser expelido pela saliva. O período de incubação (intervalo de tempo entre a entrada do vírus no organismo e o aparecimento dos primeiros sintomas) é muito variável, mas normalmente varia entre 2 e 8 semanas. No entanto, há casos relatados em que este período se prolonga até 6 meses. A eliminação de vírus na saliva começa normalmente 10 dias após a contaminação com o vírus e prolonga-se até à morte do animal.

 

Sintomas:

Os sintomas, apesar de variáveis, incluem-se em 3 fase:

– Fase prodrómica (2 a 3 dias) – Muitas vezes esta fase passa despercebida. É caracterizada por alterações de comportamento do animal, febre e autotraumatismo do local da lesão.

– Fase furiosa (2 a 4 dias) – Nesta fase o animal apresenta comportamentos anormais como irritabilidade, inquietude, ladrar exagerado, episódios de agressão, ataques a objectos inanimados, apetite exagerado e comportamento sexual anormal. Também podem desenvolver incoordenação motora, desorientação e convulsões.

– Fase paralítica (2 a 4 dias) – Desenvolve-se uma paralisia progressiva (que começa normalmente no membro mordido). A paralisia vai depois progredindo, provocando alterações no latido, dificuldades respiratórias, salivação intensa, dificuldades a engolir e mandíbula caída. Seguidamente surge depressão, coma e morte (por paragem respiratória).

Alguns animais desenvolvem uma infecção subclínica (sem sintomas) crónica ou recuperam antes que apareça a forma furiosa e paralítica.

 

Diagnóstico:

O diagnóstico deve ser efectuado com base em sintomas do animal e exames laboratoriais. Este exame deve ser feito o mais precocemente possível para que todos os seres humanos mordidos recebam o tratamento adequado o mais rápido possível.

 

Tratamento:

A raiva é quase sempre mortal nos animais domésticos. Devido ao grande perigo para a saúde pública, todos os animais suspeitos de ter raiva são colocados em quarentena ou eutanasiados e informam-se as autoridades locais.

 

Prevenção:

A prevenção nos cães e gatos é efectuada através da vacinação anual contra a raiva e evitando que os nossos animais domésticos tenham contacto com os animais selvagens.

As recomendações em caso de cães e gatos expostos à raiva (mordidos por um animal raivoso conhecido ou por um animal selvagem desconhecido) são as seguintes:

– em cães e gatos previamente vacinados revacinar imediatamente e mantê-lo debaixo do controlo do proprietário e observá-lo durante 45 dias.

– em cães e gatos não vacinados, pratica-se a eutanásia imediata para examinar os tecidos. Se o proprietário recusar a eutanásia, o animal deverá ser mantido em quarentena estrita, sem contacto com humanos e animais, durante 6 meses sendo vacinado 1 mês antes de terminada a quarentena (caso não apresente sintomas durante este período).

 

Já há vários anos que não são descritos casos de raiva em Portugal, mas devido ao grande perigo que esta doença representa, a vacinação dos animais de companhia contra esta doença, é obrigatória por lei.

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